Dreams are revolutions

~ Monday, June 23 ~
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100 cartas de amor, sem verbos para pôr

2 copos d’água e mais 10 palavras. 1 mensagem de texto e mais 5 palavras. 14 passos até meu cigarro e apenas 1 palavra.

É um dedo a batucar, a folha a queimar. É o som do papel rasgando, é o som da fúria. Tentei escrever a noite toda, uma carta, um aviso, que seja. Algo definitivo para você, ou para quem for ler, não ter alternativas. Não é nenhum adeus e sim um pedido para um começo. E ai me pego pensando que nas ocasiões oportunas (ou não) do amor, ninguém nunca escreve um pedido de começo e sim um aviso de fim.

Por isso então vou falar logo, o que aqui engasgou a alguns anos e inflamou. Não é apenas o fato de amar, eu amo a muitos, amo a Deus, amo meus pais, amo cachorros e também vegetarianos, porém é uma coisa que vem me consumindo enquanto você não está. São as noites de insônia que você me acompanha nos pensamentos. São os momentos em que o mundo desaba e eu sinto só nós. 

Foi difícil escrever, porque é difícil explicar. Um dia eu te falei que faria jornalismo porque gostava de escrever e hoje você é a pessoa que me tira todas as palavras, todos os verbos. Incansavelmente, procurei palavras, verbos, provérbios, frases, citações ou qualquer coisa que tirasse o que eu sinto aqui no peito e no papel fosse claro para você.

Nessa carta sem nexo, que já deve ser a vigésima que escrevo, tem marcas do meu desespero. Fico desesperada, querendo que você entenda, que não foi só amor, não é só amor. Inconsequentemente eu te coloquei em mim e fiz meu mundo cheio de você. Incontrolavelmente, eu fui construindo um castelo amarelo, um mundo totalmente paralelo para vivermos dessa coisa que verbo nenhum serviu ainda.

Eu quis colocar o mundo nas nossas mãos, porque pra mim você sou eu e eu sou totalmente você. Me fundi a ti como barras de ferro. Com palavras jogadas, frases sem nexo, eu tento em papel, atrás de papel, achar alguma explicação para essa aceleração que da no peito quando escuto teu nome.

Não te dou a opção do “não”, porque não tem como colocar fim nessa coisa que criou raízes e cresce dia após dia em mim. Me leva no teu mundo, ainda que eu não seja ele, me deixa te acompanhar. Me permita continuar a te amar, mesmo que não seja aqui, ou no nosso castelo amarelo. Um dia, as coisas vão fazer sentido e você vai chorar caído no meu colo, tentando também dar nome para essa coisa indomável que criamos.


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I’m talking about my generation, talking about that newer nation.

(Source: Spotify)

Tags: lana del rey brooklyn brooklyn baby
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~ Wednesday, April 9 ~
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Desculpe, mas hoje só restou em mim saudade.
Cabeça vazia e o peito cheio, aqui só tinha saudade.
Da chave de casa ás passagens do nosso vôo, ali só tinha saudade.
E quando sua falta cala, é quando dói mais. Saudade é dor silenciosa, que a gente sofre sozinho no escuro.


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(Source: mslovejoy)


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~ Wednesday, April 2 ~
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É arte produzindo vida.

É arte produzindo vida.

Tags: campinas art street art street brazil theatre dance
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Toda vez que toca o telefone eu penso que é você, toda noite de insônia eu penso em te escrever. Escrever uma carta definitiva, que não dê alternativa pra quem lê.
Engenheiros do Hawaii.  (via romantizar)

(Source: eu-poetico)


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~ Tuesday, March 18 ~
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(Source: mightseehell)


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